30 de nov. de 2009

  Como conviver com aquilo? Sei que vou acabar morrendo, mas, sinceramente, não tenho medo, ninguém morre de véspera.
Eu posso mudar isso, mas fugir e esconder-se é para fracos. Não é um jogo, definitivamente não é!
 Eu nunca gostei de ninguém assim, tão intensamente, quase visível - exceto minha família.
 Se eu pudesse eu trocaria com ele, só para deixá-lo ser feliz. Transformando-me em lobisomem o tempo que fosse necessário, nem que fosse por uma noite, uma semana, ou então a vida toda.
 _Eu vou achar a cura para isso, definitivamente!- Eu disse, dando um soco no colchão, lágrimas escorriam de meus olhos.
 Eu gostaria de protege-lo, mas como seria possível quando é genético? Quando nasceu com ele, quando faz parte dele?
 Ele me contou que o que dói não é transformar-se em lobisomem, e sim o fato de ser um.

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