28 de fev. de 2010

Sinceridade.

Meu blog não tem exatamente esse objetivo, de expressar meus pensamentos sobre os assuntos, assim, vindo de mim na imensa cara de pau. O correto seria eu, no mínimo, falar com meu eu lírico, mas não dessa vez.
Estava percebendo como as pessoas sempre esperam por um romance de contos de fadas, sempre querem estar em apuros e que um alguém bonito e legal apareça do nada e as salve. Foi então que percebi como penso diferente delas.
Desde que me entendo por gente, nunca quis isso, para que um príncipe encantado?
Uma pessoa da qual você nem sabe da existência que vai lá se exibir para te salvar, só para dizer que fez tal coisa, e dizer que te ama mesmo sem te conhecer? O amor não nasce assim, e essa história é patética.
A verdade é que, na minha opinião, isso seria super sem graça, como assim te ama? Se nem te conhece?
Para mim um conto de fadas verdadeiro seria um amor longo, duradouro, feito por amigos. Aquele que te conhece, e que vai te acolher quando você precisar, e te salvar de você mesmo quando você não conseguir se compreender ou continuar respirando, quando estiver à ponto de fazer alguma besteira. Alguém que vai te olhar nos olhos sempre, segurar a sua mão, e deixar a áurea de amor transbordar por todo seu ser. Alguém não necessariamente bonito, ou conhecido, ou exibido, somente alguém. Aquela pessoa que te conheça melhor que você mesmo, e que te faça sorrir quando tudo desabar, que te ajude a levantar, e que ao invés de fingir nunca errar, admitir o erro. Um alguém que te respeite, te conheça de verdade, te aceite como você é. Um humano comum, uma pessoa suscetível à erros e defeitos.
Isso é o que eu espero, ao invés de um amor inexistente e imaginário.