30 de nov. de 2009

  Como conviver com aquilo? Sei que vou acabar morrendo, mas, sinceramente, não tenho medo, ninguém morre de véspera.
Eu posso mudar isso, mas fugir e esconder-se é para fracos. Não é um jogo, definitivamente não é!
 Eu nunca gostei de ninguém assim, tão intensamente, quase visível - exceto minha família.
 Se eu pudesse eu trocaria com ele, só para deixá-lo ser feliz. Transformando-me em lobisomem o tempo que fosse necessário, nem que fosse por uma noite, uma semana, ou então a vida toda.
 _Eu vou achar a cura para isso, definitivamente!- Eu disse, dando um soco no colchão, lágrimas escorriam de meus olhos.
 Eu gostaria de protege-lo, mas como seria possível quando é genético? Quando nasceu com ele, quando faz parte dele?
 Ele me contou que o que dói não é transformar-se em lobisomem, e sim o fato de ser um.

13 de nov. de 2009

"Tudo começara e ainda assim terminara ao mesmo tempo.
Eu podia sentir as mudanças disparando desenfreadamente em minha direção, e então eu não poderia correr, não poderia me esconder, mas eu também não poderia fechas os olhos e ficar parada... Eu relutaria por mais que isso fosse inútil, a mudança começara dentro de mim, eu não quero, no entanto, não havia nada no qual eu poderia fazer para não mudar."

7 de nov. de 2009

Lucas que deu a idéia > Cinderela Vampira *-*

"Ao contrário do que todos pensavam, eu não era perfeita, e não evitava o sol por que me fazia mais pálida, mais bonita, e muito menos porque deixava mais óbvio que eu fazia parte da realeza... A verdade é que o sol expõe tudo aquilo que deve ser escondido por mim, tudo aquilo pelo qual eu zelo, oculto de tudo e de todos mais por sobrevivência do que por discrição."

5 de nov. de 2009

"Eu não entendo como alguém pode estar a tanto tempo só, como uma estátua esquecida num templo em ruínas, uma estátua sem importância, estando alí por estar, mas ninguém sabe que ela existe, embora existe, não chega a ciência de exatamente ninguém, somente uma estátua, que quando quebrar vai virar cacos e gerar um pouco de pó, e esse pó se assentará junto com o pó das ruínas do templo, não haverá nada além de uma estátua quebrada, nada além de nada, nada além da existência."

4 de nov. de 2009

"Como alguém pode odiar a si próprio tanto, a tal ponto? É definitivamente desesperador e sufocante, a vontade de estrangular esse ser idiota -que sou eu mesmo- é imensa, como é possível ser tão idiotamente doce com alguém? Como deixar que os outros percebam isso? Como um beijo no rosto e um abraço podem significar e demonstrar tanto? Quando você se sente odiável, não a nada que se possa fazer, a não ser ficar no canto, e falar coisas impróprias a qualquer um que tente te amolar!
Dentro de toda essa raiva interior direcionada a mim mesmo, me recostei em meu guarda-roupas frio e deslizei, estava sentado no chão, eu poderia quebrar tudo a minha volta, mas isso não seria necessário, eu não queria ter de limpar tudo depois."

3 de nov. de 2009

ok, desse eu gostei muito, O lucas e a Lary também *-*

"Mãos entrelaçadas, nosso livro apoiado contra o meu peito com o braço direito, os olhos verdes quase incolores dele me penetravam, e eu gostava de como eu me sentia quando ele fazia isso, os cabelos pretos e curtos dele, os meus cabelos ruivos e longos, o modo como os lábios dele se moviam conforme ele falava comigo, a forma como eu respondia, simplesmente admirando-o, deslumbrada, como um lobisomem poderia ser tão belo, tão perfeito? Confesso que, se nunca houvesse visto ele se transformando, não acreditaria.
E como no nosso livro, ele me disse, enquanto estávamos sentados na relva, no sol sútil, e maravilhosos 22º, em uma suave melodia: eu te amo, respirei fundo, fitei-o, as três palavras ecoavam continuamente dentro de mim, quando dei por mim, minhas mãos estavam em sua nuca, meus lábios nos dele, e suas mãos em minha cintura."

Cara, eu gostei muito muito muito meeeeeesmo desse, esse sim, quem sabe um livro.

2 de nov. de 2009

Olá, sejam bem vindos, vou inaugurar o blog com um miniconto no qual eu queria ter mandado para um concurso literário, no entanto, o mesmo ultrapassou o limite de caracteres, por isso acabei não enviando - e confesso, tenho vontade de fazer um livro, e utilizar tal miniconto como prefácio, mas um livro não é para qualquer um:
"E então eu estava de costas para o perigo, de frente para os meus livros, se eu olhasse para trás - e eu sabia disso - não viveria mais, estaria presa para sempre em um tempo e espaço tão desconhecidos quanto os de um buraco negro, se eu continuasse imóvel, olhando contínua e fixamente para as páginas do misterioso livro estaria viva, entretanto, não tanto quanto estava antes de tocar no estranho livro."

Eu sei, não é nada interessante, mas eu gostei. :}